Histórico

    Oriundo do grupo Independente de Teatro Amador - "GRITA", nasce em 1985, no cenário artístico cearense, o Grupo Formosura de Teatro. Em sua bagagem a herança trazida do GRITA, com as montagens de Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, O Evangelho Segundo Zebedeu de César Vieira, Fala Favela de Adriano Spínola,O Pão, O Caldeirão, O Filho do Herói, os três trabalhos de autoria de Oswald Barroso. Sob a direção artística de José Carlos Matos (falecido em 1982) O GRITA propôs-se à importante tarefa de vincular o teatro à arte da periferia e aos movimentos sociais urbanos.

   É dentro desta articulação do universo da cultura da periferia urbana de Fortaleza e do teatro que se calcava fortemente na sua dimensão de práxis política e investigação estética, que surgirá o Grupo Formosura. Ele unirá de início, Chico Alves (já falecido) e Graça Freitas que atuavam no GRITA como atores. O Formosura passa ter sua história semelhante à dos tradicionais mamulengueiros nordestinos: constitui uma família de artistas, que se juntam a parceiros na sua arte, no difícil movimento que é realiza-la em grupo. Somando-se ao trabalho a dramaturga Ângela Linhares, o ator Antonio Rodrigues,  Marina Alves e Maria Vitória atrizes/bonequeiras (filhas de Graça e Chico Alves).

   Em meio a uma história de décadas, pensando e pesquisando o que seria a cena popular e sempre atuando nela e todos os tipos de espaços cênicos, o Formosura caracterizou-se por um tipo de teatro, que ainda que guardasse a irreverência, espontaneidade e humor, comuns à tradição de brincantes populares, teve sempre uma ação de fuga a soluções fáceis em arte. O trabalho iniciou a partir da criação de espetáculos com bonecos, contudo o legado artístico trazido da vivencia no GRITA levou o Formosura a ampliar seu campo de atuação.

   Hoje o exercício do grupo consiste na experimentação da linguagem do boneco e do ator. Experimentação através da pesquisa e montagem de espetáculos e também do ensino desta arte para jovens da periferia de Fortaleza, bem como a realização de oficinas e cursos para os diversos segmentos sociais da cidade. Destas experiências com o ensino uma tem se configurado com mais persistência: o ensino do boneco para filhos e filhas de mulheres presidiárias. É na busca de aprender e ensinar que o grupo Formosura tem calcado seu trabalho ao longo de 20 anos de existência.

Chico Alves

Ator desde 1978. No cinema foi ator coadjuvante nos longas metragens "A saga do Guerreiro Alumioso" e " Corisco e Dadá ", ambos do cineasta Rosemberg Cariri. Para a televisão fez " Filho do Herói", e em vídeo protagonizou "Santo Bicho".
Ator premiado no II  Festival Nacional de Teatro e Dança da Paraíba e no cinema foi contemplado com o prêmio de melhor ator coadjuvante no 26 Festival Nacional Cinema em Brasília. Destacou-se no movimento de teatro no Ceará como ator e diretor do Grupo Formosura de Teatro. Faleceu em 1995.

Jonny Sandro

Jonnhy Sandro é bonequeiro, escultor. Trabalha com argila e madeira. Integrou o Grupo Formosura durante 12 anos. Contribuiu significativamente com movimento artístico não só por seu fazer nas artes plásticas mas também como ator e manipulador de bonecos. Em 2001 Jonnhy partiu para Curitiba onde reside e desenvolve sua carreira solo.

Paulo César

   Foi integrante do grupo, durante 8 anos, logo próximo a 2° fase do Formosura com a morte do Chico Alves;  técnico, artesão e ator/manipulador . Ministrou também várias oficinas pelo Grupo Formosura.